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quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Câncer


A causa básica para o aparecimento do câncer é a perda fundamental do controle sobre a reprodução normal das células. Assim, uma célula normal transforma-se em uma cancerosa. São várias as causas que contribuem para esse descontrole: mutações, radiações, vírus oncogênicos, estresse.

Para combater essas células cancerosas o organismo ativa o sistema imunológico. Ele fica responsável por identificar e combater o câncer. A integridade do sistema imunológico depende muito do suporte nutricional que o paciente esteja recebendo. Outros agravantes que determinarão qual plano alimentar a ser instituído serão as futuras intervenções que este paciente poderá sofrer no processo de cura tais como, tratamentos cirúrgicos, radioterapias, quimioterapias etc.

É bem mais difícil a recuperação do estado nutricional de um paciente debilitado do que a manutenção de paciente saudável. Metas nutricionais devem ser estabelecidas e um monitoramento contínuo deve ser realizado para evitar risco de depleção protéica.

Energia
Grandes demandas de energia são colocadas para o paciente com câncer. É fundamental o suprimento de carboidratos para poupar as reservas de proteínas para a síntese vital dos tecidos. Um paciente adulto com bom estado nutricional irá exigir cerca de 2.000 kcal/dia para que ocorra a manutenção das necessidades. Já um paciente mais desnutrido poderá exigir 3.000kcal/dia a 4.000kcal/dia.
Alguns estudos entre mulheres norte-americanas , concluíram que a redução do consumo de gorduras, com uma oferta total de 40%-22% total , conferiram motivação, empenho no prosseguimento da dieta. Assim, temos um quadro de uma alimentação adequada em carboidratos , proteínas e reduzida em gorduras.

Proteínas
A demanda adequada de proteína na dieta oferece uma síntese protéica tecidual, que é um componente necessário para cicatrização e reabilitação do paciente. Um paciente adulto requer cerca de 80-100g de proteínas por dia.

Vitaminas e minerais
As vitaminas do complexo B, A, C E, D dão o suporte necessário para a síntese protéica, antioxidantes, proteção da integridade da parede celular, metabolismo adequado de cálcio e fósforo etc.

Quando não se ingere a quantidade suficiente ou o tipo correto de alimento, o corpo utiliza os nutrientes que tem armazenado para servirem de fonte de energia. O corpo não consegue combater as infecções. Por isso a necessidade de um acompanhamento nutricional!!!

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Quimioterapia

A quimioterapia é um dos tratamentos para pacientes oncológicos em que, são utilizados agentes químicos isolados ou em combinação (antineoplásicos) com a finalidade de eliminar células tumorais do organismo.
Todos os pacientes com indicação de tratamento quimioterápico são avaliados pelo médico onde são analisados: idade, o estado nutricional, infecções ocasionais, função renal, hepática e pulmonar, células sanguíneas, uréia, creatinina, bilirrubina, ácido úricos, transaminases e outro exame laboratorial que seja necessário, tipo de tumor, presença de metástase e o seu estágio, a sua condição de vida - "performance status" mais acompanhamento do estado geral, físicos e psicológicos. Somente depois dessa análise detalhada escolhe-se o sistema quimioterápico ideal, a dosagem e o tempo de adminsitração.

Via de administração das doses antineoplásicas e toxicidade
As doses antineoplásicas podem ser administradas pelas seguintes vias:
- Oral: administração pela boca;
- Subcutânea ;
- Intrapleural;
- Intra-retal: administraçãopelo reto;
- Intra-arterial: administração na artéria;
- Intraperitoneal: administração no peritônio;
- Intratecal: administração diretamente no líquido cefalorraquiano;
- Intramuscular: administração no músculo;
- Intravenoso: administração diretamente na veia;
- Intravesical:adminsitração diretamente na bexiga;
- Aplicação tópica.

Cateteres
O uso de cateteres é útil no tratamento quimioterápico. É atravéz dele que as doses antineoplásicas serão introduzidas no organismo. Os mais usados são de longa permanência e podem permanecer implantados por 1 a 2 anos. Estes são classificados em: semi-implantáveis ( Hickman e Broviac ) e totalmente implantáveis ( Port-a-cath ).


Toxicidade do tratamento
Os antineoplásicos usados no tratamento atuam de forma sistêmica atingindo tanto as células cancerígenas quanto as células saudáveis, principalmente as de divisão rápida, provocando efeitos colaterais indesejáveis.
Os sinais e sintomas que serão abordados posteriormente foram devidamente estudados para que fossem traçadas as metas terapêuticas específcas. Não significa que o paciente oncológico venha apresentar todas as reações.
- Toxicidade hematológica:
a) Leucopenia: diminuição da quantidade de leucócitos, principalmente linfócitos, granulócitos e neutrófilos permitindo uma maior suscetibilidade a infecções graves. O paciente pode apresentar febre, presença de secreção etc;
b) Trombocitopenia: hemorragia severa;
c) Anemia.
- Toxicidade gastrointestinal:
a)Náuseas e vômitos;
b) Mucosite ou estomatite: inflamação da mucosa oral e gastrointestinal;
c)Anorexia: Perda de apetite;
d) Diarréia;
e) Obstipação.
- Hepatotoxicidade: A toxicidade do fígado é diagnosticada através da avaliação dos exames laboratoriais em que se observa as fraçoes: TGO, TGP, DHL e fosfatase alcalina.
- Cardiotoxicidade: é quando o tratamento provoca lesão do tecido cardíaco.
- Toxicidade pulmonar: o paciente apresenta padrão respiratório inadequado.
-Neurotoxicidade: complicações neurológicas como: confusão, depressão, sonolência, dismetria, fala pastosa, ataxia, nistagmo, vertigem, convulsões, formigamento nas mãos e pés, dor na mandíbula, garganta e amídalas, cólica badominal, impotência, perda do paladar dentre outros.
- Disfunção reprodutiva;
-Toxicidade renal;
- Alterações metabólicas;
a) Hipomagnesemia: diminuição do magnésio;
b) Hiponatremina: diminuição dos níveis do sódico sérico;
c) Hipercalemia: elevação dos níveis de cálcio;
d) Hiperuricemia : elevação do ácido úrico;
- Toxicidade dermatologica
- Reações alérgicas e anafilaxia



Referências
Bonassa, E.M.A. Enfermagem em quimioterapia. São Paulo, Atheneu, 1992, 279p.
Fundação Oncocentro de São Paulo. Manual de enfermagem oncológica. são Paulo, FOSP, 1996, 190p.
Schwartsmann, G. Oncologia clínica: princípios e prática. Porto Alegre, artes Médicas, 1991, 559p.